Em “Science Friction”, Tim Berne evidencia o melhor do seu estilo composicional — estilo esse tão rico de ingredientes diversos e tão único e uno ao mesmo tempo —  partindo do uso de elementos do free jazz e da fusion até elementos de gêneros musicais mais contemporâneos: ele usa e abusa, por exemplo, de elementos do noise, música eletrônica e, também, fica claro o uso de harmonias dissonantes e de “ritmos quebrados”, chegando a ficar evidente uma certa influencia do estilo M-Base, estética criada pelo altoísta Steve Coleman. A forma — melódica, rítmica e harmônica — com a qual Tim Berne estruturou suas composições com todos esses elementos, é simplesmente fantástica! A concisão, intensidade e uniformindade da banda é outro diferencial: as frases intrincadas de Berne –- essas totalmente contemporâneas, longe das associações com o jazz tradicional, diga-se de passagem — recebem um suporte um tanto genial através da riquíssima bateria de Tom Rainey, do piano elétrico de Craig Taborn e das guitarras acústica e elétrica de Marc Ducret — é o tipo da power band que tende a entrar para a história. Science Friction, produzido pelo compositor e guitarrista David Torn, é um dos registros que sintetizam perfeitamente as colagens inclassificáveis do estilo chamado modern creative, uma das estéticas dominantes neste início de século 21. Listen the complete álbum here: http://www.youtube.com/watch?v=zGC0RRlZjeg&feature=plcp

Fonte: Farofa Moderna.