modern and postmodern music...

Far Cry is a jazz album by musician Eric Dolphy, originally released in 1961 on New Jazz Records, a subsidiary of the Prestige label. Featuring his quintet work with trumpeter Booker Little, it is the one of the few studio recordings of their partnership. It is also one of the earliest appearances of bassist Ron Carter on record. Dolphy took part in Ornette Coleman’s Free Jazz session before recording this album on the same day.

The entire first side presents a suite to Charlie Parker. “Mrs. Parker of K.C. (Bird’s Mother)” and “Ode to Charlie Parker,” both composed by pianist Jaki Byard, are respectively dedicated to Addie, Charlie Parker’s mother, and a tribute to Parker. “Far Cry,” composed by Dolphy, is also a tribute to Parker (the melody is identical to “Out There”), while “Miss Ann” is a musical portrait of a girl whom Dolphy knew at the time. Pianist Mal Waldron, who would be in Dolphy’s touring band during 1961, composed the tribute to Billie Holiday “Left Alone.” The album also includes two standards among the originals, “Tenderly” and “It’s Magic.” Little only appears on “Miss Ann” during side two, and “Tenderly” is Dolphy unaccompanied on alto saxophone. Listen here the complete album: http://youtu.be/zwKBWukn0nQ

Eric Dolphy – bass clarinet on “Mrs. Parker of K.C.,” “It’s Magic,” and “Serene”; flute on “Ode to Charlie Parker” and “Left Alone”; alto sax all other tracks

Booker Little – trumpet

Jaki Byard – piano

Ron Carter – bass

Roy Haynes – drums

Source: Wikipedia

Em “Science Friction”, Tim Berne evidencia o melhor do seu estilo composicional — estilo esse tão rico de ingredientes diversos e tão único e uno ao mesmo tempo —  partindo do uso de elementos do free jazz e da fusion até elementos de gêneros musicais mais contemporâneos: ele usa e abusa, por exemplo, de elementos do noise, música eletrônica e, também, fica claro o uso de harmonias dissonantes e de “ritmos quebrados”, chegando a ficar evidente uma certa influencia do estilo M-Base, estética criada pelo altoísta Steve Coleman. A forma — melódica, rítmica e harmônica — com a qual Tim Berne estruturou suas composições com todos esses elementos, é simplesmente fantástica! A concisão, intensidade e uniformindade da banda é outro diferencial: as frases intrincadas de Berne –- essas totalmente contemporâneas, longe das associações com o jazz tradicional, diga-se de passagem — recebem um suporte um tanto genial através da riquíssima bateria de Tom Rainey, do piano elétrico de Craig Taborn e das guitarras acústica e elétrica de Marc Ducret — é o tipo da power band que tende a entrar para a história. Science Friction, produzido pelo compositor e guitarrista David Torn, é um dos registros que sintetizam perfeitamente as colagens inclassificáveis do estilo chamado modern creative, uma das estéticas dominantes neste início de século 21. Listen the complete álbum here: http://www.youtube.com/watch?v=zGC0RRlZjeg&feature=plcp

Fonte: Farofa Moderna.

http://www.youtube.com/user/farofamoderna

Source: youtube.com

O primeiro álbum do grupo foi o homônimo Buckshot Lefonque, de 1994, mas a idéia de som e do grupo começou a germinar ainda no ano de 1989, quando Branford conheceu o DJ Premmier e o MC’ Guru, dois rappers do grupo Gang Starr, os quais foram convidados pelo cineasta Spike Lee para colaborar com a trilha sonora do filme Mo’ Better Blues, estrelado por Denzel Washington e Wesley Snipes. Juntos, Branford Marsalis, MC Guru e DJ Premier, elaboraram faixas que fizeram parte da trilha sonora Mo’ Better Blues (“Maiores e Melhores Blues, em português), resultando numa antológica fusão de jazz com rap: a faixa instrumental “Jazz Thing”, creditada a Branford e ao grupo Gang Starr , foi a mais popular dentre todas as faixas que compunha a trilha do filme de Spike Lee, sendo um dos primeiros hits responsáveis por iniciar e popularizar o estilo do jazz-rap (lembrando que este filme, que pode ser considerado um clássico da blaxplotaition tardia, ainda teve a presença de músicos como o baterista Jeff Tain Watts e o trompetista  Terence Blanchard, que, logo em seguida, seria o responsável por praticamente todas as trilhas sonoras dos filmes de Spike Lee). Pois bem, dessa experiência Branford teve a idéia, então,  de fundar o grupo Buckshot LeFonque, chamando, inicialmente, o DJ Premier e o célebre tecladista e cantor soul Frank McComb para colaborar com o projeto. Apesar de pioneiro, este foi um projeto que rendeu apenas duas gravações, e ainda de forma dispersa: o primeiro álbum, o homônimo “Buckshot LeFonque”, só sairia em 1994; o segundo álbum do grupo, o Music Evolution, so saíria em 1997, encerrando a vida do grupo e as empreitadas de Branford com o hip hop. Infelismente nem o Buckshot  nem o próprio estilo do jazz-rap renderam muito sucesso no mercado fonográfico, o que justificou a curta saga do gênero enquanto sucesso comercial. Mas, artisticamente falando, o jazz-rap foi fase importante dos anos 90, a qual não se pode desprezar quando analisamos o jazz das ultimas décadas.

http://farofamoderna.blogspot.com.br/2011/05/classic-moments-in-jazz-anos-90.html

Source: SoundCloud / future reflections

Tendo tido uma educação bem direcionada — considerando que ela estudou com mestres supremos como Luiz Eça e Guerra Peixe —, Delia iniciou sua carreira em meados dos anos 80 com o seu Duo Fênix, juntamente com Cláudio Dauelsberg, gravando nessa fase os discos ”Duo Fenix” e “Karai-Ete”. No exterior, atuou nos clubes New Morning, em Paris (França), e Brottfabrik, em Sttutgard (Alemanha), além de ter participado dos festivais de jazz de Montreux (Suíça) e de Sofia. Após essa fase com o duo, já no início dos anos 90, a pianista passou a realizar diversos workshops no Brasil e acompanhou grandes músicos e cantores como Toninho Horta, Ed Motta, Robertinho Silva, Pascoal Meirelles, Dom Um Romão, Nivaldo Ornelas, Marcos Ariel, Nico Assumpção, Baby do Brasil e Jane Duboc, entre outros. Inclusive, por seu talento e acesso à rede de músicos influentes, ela participou de eventos como ”Tributo a Elis Regina”, em 1997, e “Brasil 500 anos”, em 1998, realizados pela Rede Globo. Em 1999, gravou o CD “Antonio”, lançado nos mercados norte-americano e europeu pela gravadora Carmo-ECM, de Egberto Gismonti.

Presente, seu primeiro álbuns de canções é algo sem igual na música instrumental brasileira contemporânea — isso porque os arranjos imprimem uma quantidade riquíssima de requinte e elaboração! A segunda faixa, “Das Plantas”, traz um rítmo de samba em um arranjo a La Hermeto Pascoal, em compasso ímpar, com a psicodelia tênue de um piano Rhodes, sutis efeitos eletrônicos, sons de bricolage e o próprio Hermeto usando a voz borbulhante em cópo d’agua e a escaleta pra temperar o molho. A terceira faixa,  ”Aluvião”, expressa um lirismo lindamente nordestino, tendo como ponto alto o casamento entre a sonoridade do violino de Pedro Mibielli e do violão de Ricardo Silveira. A quarta faixa, “Nascimento de Vênus”, é uma bela balada lenta com um instrumental de piano-trio e arranjo de cordas, tendo a participação da cantora escandinava Lisa Nilsson cantando em sua língua nativa, sueco. A sétima faixa, “Mercado”, é o ponto alto e expressa ainda mais veemente o leque contemporâneo de sonoridades que Delia quis imprimir: um groove de pegada bossanovina liderado pela bateria de Márcio Bahia, o já citado piano rodes, violino, vozes em efeitos radiofônicos (para passar a atmosfera da “feira” citada na letra), scratches em toca discos e uma pegada mais na levada do pagode nordestino no refrão — é uma canção de letra politizada, de uma poética figurada em torno dos varios sentidos de feiras humanas, “da…feira que vende sexo, que vende a torto e a direto, que vende todo o respeito, que vende a alma”. A oitava faixa é um rápido interlúdio totalmente instrumental, sem canto vocal: Délia no piano acústico e Márcio Bahia na bateria quebrando tudo. Por fim, a faixa-título “Presente” encerra com chave de ouro com a participação de ninguem menos que Egberto Gismonti: a canção traz o uso intimista do canto vocal, piano acústico e um violão de 12 cordas em sonoridade bem “folk”, deixando parecer que Gismonti trouxe uma pitada da sonoridade que trabalhou com grande sucesso em suas gravações para a ultra-moderna gravadora ECM.

Saiba mais aqui: http://farofamoderna.blogspot.com.br/2010/09/o-presente-de-delia-fischer-mpb.html

Source: SoundCloud / Delia Fischer oficial

Mingus Ah Um is a jazz album by Charles Mingus, recorded and released on Columbia Records in 1959. It was his first album recorded for Columbia. The cover features a painting by S. Neil Fujita. The Penguin Guide to Jazz on CD calls this album “an extended tribute to ancestors” (and awards it one of their rare crowns), and Mingus’s musical forebears figure largely throughout. “Better Git It In Your Soul” is inspired by gospel singing and preaching of the sort that Mingus would have heard as a child growing up in Watts, Los Angeles, California, while “Goodbye Pork Pie Hat” is a reference (by way of his favored headgear) to saxophonist Lester Young (who had died shortly before the album was recorded). The origin and nature of “Boogie Stop Shuffle” is self-explanatory: a twelve-bar blues with four themes and a boogie bass backing that passes from stop time to shuffle and back.

“Self-Portrait in Three Colors” was originally written for John Cassavetes’ first film as director, Shadows, but was never used (for budgetary reasons). “Open Letter to Duke” is a tribute to Duke Ellington, and draws on three of Mingus’s earlier pieces (“Nouroog”, “Duke’s Choice”, and “Slippers”). “Jelly Roll” is a reference to jazz pioneer and pianist Jelly Roll Morton; “Bird Calls,” in Mingus’ own words, was not a reference to bebop legend Charlie “Bird” Parker: “It wasn’t supposed to sound like Charlie Parker. It was supposed to sound like birds - the first part.”

Fables of Faubus” is named after Orval E. Faubus (1910–1994), the Governor of Arkansas infamous for his 1957 stand against integration of Little Rock, Arkansas schools in defiance of U.S. Supreme Court rulings (forcing President Eisenhower to send in the National Guard). It is sometimes claimed that Columbia refused to allow the lyrics to be included on this album, though the liner notes to the 1998 reissue of the album state that the piece started life as an instrumental, and only gained the lyrics later (as can be heard on the 1960 release Presents Charles Mingus.) Mingus Ah Um was one of fifty recordings chosen by the Library of Congress to be added to the National Recording Registry in 2003.

Fables of Faubus

 One of Mingus’ most explicitly political works,[2] the song was written as a direct protest against Arkansas governor Orval E. Faubus,[3] who in 1957 sent out the National Guard to prevent the integration of Little Rock Central High School by nine African American teenagers.

The song was first recorded for Mingus’ 1959 album, Mingus Ah Um. Columbia refused to allow the lyrics to the song to be included,[4] and so the song was recorded as an instrumental on the album.[5][6] It was not until October 20, 1960 that the song was recorded with lyrics, for the album Charles Mingus Presents Charles Mingus, which was released on the more independent Candid label.[5] Due to contractual issues with Columbia, the song could not be released as “Fables of Faubus”, and so the Candid version was titled “Original Faubus Fables”.[7] The personnel for the Candid recording were Charles Mingus (bass, vocals), Dannie Richmond (drums, vocals), Eric Dolphy (alto saxophone), and Ted Curson (trumpet). The vocals featured a call-and-response between Mingus and Richmond.[1] Critic Don Heckman commented of the unedited “Original Faubus Fables” in a 1962 review that it was “a classic Negro put-down in which satire becomes a deadly rapier-thrust. Faubus emerges in a glare of ridicule as a mock villain whom no-one really takes seriously. This kind of commentary, brimful of feeling, bitingly direct and harshly satiric, appears far too rarely in jazz.”[8]

The song, either with or without lyrics, was one of the compositions which Mingus returned to most often, both on record and in concert

Fonte: wikipédia.

Source: SoundCloud / USMP & USM Songs

Wynton Marsalis começou sua carreira jazzística em 1979 como sideman da banda do veterano baterista Art Blakey, os Jazz Messengers, sendo influenciado, num primeiro momento, pelo jazz acústico de trompetistas como Miles Davis, Freddie Hubbard e Woody Shaw. Sendo nativo de New Orleans e tendo sido influenciado fortemente pelas formas mais autênticas do swing, bebop e hard bop, Wynton rejeitou, logo de imediato, todas as novidades que a pop music e o fusion (fusão elétrica de jazz com rock, funk e pop) evidenciaram. Para tanto, o trompetista partiu justamente de onde o próprio Miles Davis (o inventor do fusion) tinha parado de tocar o jazz acústico em 1968, formando um quinteto bem alusivo ao Miles Davis Quintet dos anos 60. No início dos anos 80, Wynton Marsalis fundou, então, seu próprio quinteto, com o qual passou a evidenciar renovadas formas de bop e swing. Considerado hoje uma das maiores  bandas da história do jazz, o Wynton Marsalis Quintet tiveram como sideman o saxofonista Branford Marsalis (irmão do trompetista), os pianistas Kenny Kirkland e Marcus Roberts, o baterista Jeff Tain Watts e os contrabaixistas Ron Carter, Robert Hurst e Charnet Moffett. A grande pegada e sacada de Wynton foi exigir do seu grupo uma nova abordagem ao hard bop sessentista com uma harmonia mais contemporânea e uma proliferação rítmica mais livre sem abandonar de todo o swing: e nessa abordagem rítmica o baterista Jeff “Tain” Watts, com sua polirritmia e seu estilo explosivo inspirado em Tony Willians, foi a grande aposta. Além disso, Wynton mostrou uma real evolução do uso da harmonia modal e, com seu habitual virtuosismo, trabalhou frases intrincadas e improvisos fantásticos, imprimindo novas roupagens às variabilidades do bop parkeriano: consolida-se, então, o estilo Neo-Bop. Dessa fase, o álbum Black Codes - From the Underground é o registro mais moderno e impactante de Wynton Marsalis. Inspirando-se nas leis segregativas dos Black Codes, promulgadas em 1865 após a Guerra Civil Americana,  Wynton estréia aqui sua sua faceta de músico antenado com as causas dos afro-americanos e a história do seu país. Black Codes é, com certeza, um dos álbuns mais interessantes da história do jazz!!!

Source: SoundCloud / Wynton Marsalis

Quase vinte anos mais tarde de Zappa ter lançado Lumpy Gravy, John Zorn também lançaria um álbum onde o uso da colagem é semelhantemente extensivo: o fantástico The Big Gundown. Quer dizer, o uso da técnica da colagem em The Big Gundown de Zorn é semelhante ao uso da mesma em Lumpy Gravy de Zappa, mas, lógico, difere-se deste em personalidade musical e em contemporaneidade. Aqui, Zorn é menos sarcástico e menos “erudito” e “orquestral” que Zappa, apesar de não mais (a)diverso do que este no conjunto da obra. The Big Gundown faz alusão ao filme de mesmo nome dirigido por Sergio Sollima e estrelado por Lee Van Cleef, com trilha sonora do compositor italiano Ennio Morricone. A idéia central do álbum é a música de Ennio Morricone: usando temas e trechos das trilhas sonoras compostas pelo compositor, Zorn aplica a eles arranjos instrumentais nada convencionais com uma infinidade de recortes estilísticos que vão da klezmer music (música judaica), passa pelo free jazz, pelo grind e hardcore rock, em algum momento engloba guitarras ao estilo da “surf music”, percussões brasileiras e afro-americanas, improvisações livres com vozes, toca-discos, instrumentos diversos até sonoridades e ruídos dos filmes, além de arranjos guturais e eletrônicos inclassificáveis. Trata-se de um álbum inclassificável de muitos fragmentos e, portanto, um álbum de colagem. Participam do álbum uma troupe de músicos do jazz, do rock experimental e da avant-garde do cenário da Downtown nova-iorquina tais como o guitarristas Fred Frith, Bill Frisell e Vernon Reid, o percussionista Bobby Previte, o tecladista Anthony Coleman, o saxofonista Tim Berne, o pianista Wayne Horvitz, o organista Big John Patton, o vocalista Mike Patton, o DJ Christian Marclay, o gaitista Toots Thielemans e até músicos brasileiros como o percussionista Cyro Baptista e o baterista Duduka Fonseca. Dedicado à tarefa de produzir, arranjar e reger o projeto, John Zorn não aparece aqui com seu sax gritante como o faz em outros álbuns: essa tarefa fica ao iconoclasta saxofonista Tim Berne. The Big Gundown é, enfim, um dos maiores álbuns dos anos 80 e um dos melhores registros da imensa discografia de Zorn — aquele, aliás, que o tornou célebre!

Source: farofamoderna.blogspot.com.br / Mystery Track

Inicialmente, Dave Brubeck mostrou um jazz antenado com a galera do West Coast, que caminhava entre o estilo virtuoso do bebop o cool jazz, um estilo de jazz composto por baladas e por temas com um swing mais relaxado, mais lento e suave. Aliás, é interessante lembrar que desde 1945 — quando o saxofonista Charlie Parker inventou o bebop — era muito comum uma rivalidade entre músicos negros de Nova Iorque e os músicos de San Francisco ou Los Angeles: os músicos negros diziam coisas como “os brancos não sabem swingar como os negros”; enquanto os músicos brancos diziam que “os negros são virtuoses, mas não tinham lirismo”.  Na verdade a grande sacada de marketing de Dave Brubeck foi mostrar essa capacidade — de que eles sabiam tocar com tanta energia e swing quanto os negros — em escolas, colégios e universidades americanas, mostrando pra nova geração dos anos 50 um jazz de  grande originalidade e emoção, algo que logo chamaria a atenção da mídia americana - aliás, não é a toa que já em 1954 Dave Brubeck foi capa da revista Time.

Em meados dos anos 50 — mais ou menos em 1957 —, o quarteto de Brubeck se estabilizou com sua formação fixa que durou mais ou menos até 1967, tendo Dave Brubeck ao piano, Paul Desmond no saxofone alto, Eugene Wright no contrabaixo e o notável Joe Morelo na bateria. Com essa formação, Dave Brubeck gravou seu álbum clássico Time Out — o primeiro álbum de jazz a ganhar um disco de platina por vender um milhão de cópias em entre 1957 e 1958 —, entre outros trabalhos notáveis como  o disco Time Further Out, Time Changes e  Jazz Impressions of Japan. Esses trabalhos lançados a partir de 1959 são caracterizados por temas em compassos ímpares como 5/4, 7/4, 9/8, entre outros compassos um tanto inusuais na época. Uma curiosidade interessante é que a capa desses discos foram ilustradas com amostras de pintura contemporânea: Dave Brubeck adorava o pintor espanhol Miró, por exemplo.

Source: farofamoderna.blogspot.com.br / Maxasha

Na década de 90, Wynton Marsalis passaria a trabalhar um estilo de jazz diferente do estilo que estava tocando com seu quinteto da década de 80. Ele reformulou sua escrita voltando-se totalmente para a tradição, fundou seu emblemático Septeto e fundou a sua big band Lincoln Center Jazz Jazz Orchestra. Com esses conjuntos, além de lançar uma série de releituras a standards, resgatar integralmente os velhos estilos do New Orleans e do Swing e empreender releituras aos grandes mestres do jazz, ele se tornou um compositor venerado, compondo peças para balé e grandes suítes que logo seriam consideradas obras-primas da historia recente — Charles Mingus e Duke Ellington foram suas principais inspirações para esta fase. A faixa acima é do excelente álbum The Marciac Suite (1999), que traz um conjunto de temas num formato de suite que remete-se à história e imagens da cidade de Marciac na França, onde todo ano acontece um festival de jazz do qual o próprio trompetista é um dos curadores. The Marciac Suite é um dos álbuns mais interessantes e imagéticos de Wynton Marsalis!!! Para saber mais clique no link: http://farofamoderna.blogspot.com.br/2011/10/podcast-e-o-box-wynton-marsalis-50-anos.html#more

Source: SoundCloud / Wynton Marsalis